29.10.07

Interrogações

Tantas vezes que só tentamos fazer o melhor e só o melhor para o bem de uma relação, e o resultado não nos agrada… Porquê? Tudo o que a Beatriz fez foi para atingir um único objectivo… a felicidade… Esta menina sente-se agora como que injustiçada.. Toda a gente tem direito a ser feliz, será que alguém se esqueceu da Beatriz? Gostar não chega, mas que a Beatriz gosta, lá isso gosta! Mas como se referiu anteriormente: “Gostar não chega”. Será que os opostos se atraem? Talvez sim, mas e o equilíbrio? Será que o equilíbrio não quer nada com a jovem Beatriz? A Mafalda no seu blog referiu "Trouxeste a calma que eu precisava, e eu a agitação que te fazia falta a ti", neste caso a Beatriz diria “Trouxeste-me a agitação que me fazia falta, e eu levei-te a calma que precisavas!”. Seria isto o tal equilíbrio falado anteriormente? Será que os nossos desejos não poderiam ser minimamente tornados realidade? Ou será que só apenas nos sonhos e nos contos de fadas é que os nossos desejos tomam proporções desejadas? Beatriz já não acredita em contos de fadas… se é que algum dia acreditou! Ela só queria uma relação estável, constantemente harmoniosa, onde ambos fizessem o “normal” de uma relação… pequenos-almoços juntos, cafés juntos, passeios constantes, onde em cada um deles fosse o descobrir de uma coisa nova, sentir constantemente a presença de afecto, protecção, confiança, amor, amizade, cumplicidade, … e como há pessoas que podem dizer que nada implica que isso não aconteça, Diogo? claro que há… A Beatriz não quer mudar ninguém, quer apenas que a deixem ser feliz… com as “coisas” normais de uma relação para ela. Sacrifícios todas as pessoas o fazem, e quem corre por gosto não cansa, mas ninguém pode andar a vida toda a correr, não é verdade? A Beatriz estava disposta a aguentar muita coisa, e porquê? Porque te adora Diogo… mas não pode aguentar muitas situações a vida toda… se bem que há quem diga que nada é eterno… sinceramente a Beatriz acreditava que quando uma relação é “perfeita”, onde existe diálogo, onde o companheiro é o melhor amigo, onde existe respeito, preocupação com o bem-estar de uma relação, preocupação do importante para o companheiro, uma relação estável simplesmente, tudo pode ser eterno, ou pelo menos durar muito tempo, sem que se use o termo “eterno”, termo que perturba de certa forma a Beatriz… e porquê? Porque eterno não é sinónimo de acomodação… E há muito boa gente que confunde eternidade com acomodação... acomodando-se a uma relação previsivelmente ganha! Visão esta completamente absurda... a meu ver, claro. Passo agora a citar uma expressão da própria Beatriz: “Diogo, uma relação precisa de ser constantemente alimentada… alimentada de modo a encobrir tudo aquilo que de menos positivo pudesse existir entre nós…”
Mas de uma coisa a Beatriz não vai abdicar… da sua felicidade, de pensar no futuro… e o futuro da Beatriz não vai ser aquele que ela não quer… tudo se aguenta, apenas por uns tempos… o futuro da Beatriz vai ser o futuro que ela tem sonhado desde sempre…

27.10.07

Ciúmes porquê?

A Beatriz não podia, não queria, não tem que sentir esse sentimento intitulado de ciúmes... não faz qualquer sentido! Pergunta-se ela vezes sem conta: "Porquê?" Porque dá a Beatriz importância ao insignificante para os outros? Ou apenas aparentemente insignificante para os outros? Porque retribuímos inconscientemente na mesma moeda das atitudes que mais recriminamos? Mundo confuso este!
Neste momento a jovem Beatriz sente raiva de si mesma, questiona-se porque será ela assim! Não seria tudo muito mais simples se simplesmente existíssemos e não sentíssemos? Os sentimentos só estão em nós para nos atrapalhar, para nos angustiar!

Ou será que ela não sente esses ditos ciúmes? Será confusão? A Beatriz cada vez mais se encontra longe, e mais longe da tão desejada resposta! Porquê gostar? Porque não escolhemos de quem temos de gostar? Ou será que já gostamos? A cabeça da Beatriz está incrível e estupidamente confusa! Porque não um anjo da guarda para a guiar pelo melhor caminho? O caminho da tranquilidade, da normalidade, da estabilidade tão ansiada por este ser que se encontra perdido nesta imensidão da vida... a Beatriz... a Beatriz...

A Beatriz...

A Beatriz... A Beatriz é uma jovem na flor da idade... uma menina bastante sonhadora, bastante frágil... infelizmente! É uma menina que queria viver num Mundinho onde reinasse a felicidade... onde tudo fosse como num conto-de-fadas. Esta jovem menina tem amigos dos quais gosta muito... e o Diogo... o Diogo que lhe dá cabo da cabeça por vezes... o Diogo não namora com a Beatriz, namoraram sensivelmente um ano e três meses, mas as coisas acabaram por não correr como desejavam. O Diogo tem gostos completamente opostos da Beatriz, penso mesmo que a única coisa ou uma das únicas coisas que têm em comum, é o sentimento... sentimento esse que neste momento, a Beatriz nem o consegue explicar...! Resta saber se o Diogo o saberá! A Beatriz vive com outra angústia... os objectivos dela que ainda não conseguiram ser transformados em realidade... mas de uma coisa ela tem a certeza... as coisas acontecem quando e como têm de acontecer... se não tinha de ser para já o alcance dos objectivos, acredita que é melhor assim... embora haja momentos em que a Beatriz vai muito abaixo... mas tenta sempre pensar que há gente em pior situação do que propriamente a situação dela... situação essa que não é anormal, mas ela também pensa que as pessoas geralmente nunca se contentam com aquilo que têm, por isso ela não poderia ser diferente! Esta jovem que vive na flor da idade, valoriza muito as relações, tanto de amizade como de cariz afectivo, acredita que não tem assim tantos amigos quanto isso, mas os que tem, merecem a maior consideração. Apesar de ser uma menina ainda jovem, acredita que já teve das suas aprendizagens na vida, já perdeu amigos, já teve desilusões, já passou por situações deveras especiais, já recuperou amigos... recuperar no sentido de amizades que não morreram, que apenas precisavam que a sua luz fosse reacendida, como diz Carolina, uma amiga de Beatriz.

É caso para dizer que a vida desta jovem se encontra em bastante agitação emocional...